domingo, 3 de agosto de 2008

O Governo da Suíça, onde a prostituição é legal, calcula que mais de três mil mulheres sejam vítimas de tráfico humano. O PÚBLICO falou com o gerente



A protagonista desta história é uma mulher. Na publicidade, a câmara acompanha-a, enquanto é empurrada, arrastada pelos cabelos, leiloada como gado e colocada na montra de uma das muitas casas de prostituição que legalmente existem na Suíça. Na vida real, o Governo suíço calcula que mais de três milhares sejam vítimas de tráfico humano no país.
"Os adeptos do Europeu chegam, olham e vão-se embora, não são bons clientes", disse ao PÚBLICO Remy, gerente do hotel Petite Fleur, edifício de três pisos (24 quartos) não muito distante do centro de Zurique que se gaba de ser o primeiro bordel legal na Suíça.
O país legalizou os bordéis em 1992, o Petite Fleur abriu em 1997. "Não foi fácil. Só conseguimos a licença após três anos de burocracias e de chatices", recorda Remy, com demasiadas "experiências negativas" para revelar o seu verdadeiro nome.
No Petite Fleur, tudo funciona às claras. As mulheres arrendam um quarto (pagam por noite à volta de 150 euros) e ficam com os lucros. "São livres: trabalham quando querem, dormem quando querem, têm televisão, acesso à cozinha, protecção 24 horas por dia e tudo. E aqui não há chefes que ficam com 50 por cento de cada serviço. Se tiverem proxeneta [papel ilegal e pouco vulgar na Suíça], não as aceitamos. Temos tido inclusive casos de meninas que chegam com chefe e aqui aprendem que é melhor trabalhar por conta própria. Não aconteceu nem uma, nem duas, nem três vezes. ‘Quero fazer a minha vida sozinha, sem um homem que me fique com o dinheiro.’"
Com o Europeu, Remy não notou qualquer alteração no ritmo diário. Nem mais nem menos clientes, nem mais nem menos prostitutas. "Há muitos rapazes novos que vêm cá, mas não ficam."
Não obstante a celebração do desporto-rei, o futebol, este evento ostenta um lado negro que, inexplicavelmente, parece passar despercebido aos olhos dos media: o tráfico de mulheres para a prostituição.
Com efeito, eventos desportivos de projecção alargada, como o Euro 2008, não movem somente a bola entre as quatro linhas; ensejam a coisificação e exploração sexual de mulheres que, por circunstâncias diversas, caem nas teias das redes e máfias de tráfico de pessoas.
Para difundir informações sobre a dimensão do tráfico humano, o perfil das vítimas e dos recrutadores, cerca de 25 associações de defesa dos direitos humanos, instituições de apoio, eclesiásticas e sindicalistas juntaram-se para lançar a campanha "Euro 2008 contra o tráfico de mulheres". Iniciada em Março, a campanha adquire maior intensidade no mês de Junho, terminando no Outono.
As reivindicações do "Euro 2008 contra o tráfico de mulheres" consistem nas seguintes linhas:
.Informação: os participantes directos e indirectos do Euro 2008 devem consciencializar-se dos contornos e corolários do tráfico de seres humanos;
.Prevenção: homens e mulheres devem saber agir perante uma vítima de tráfico e utilizar correctamente os instrumentos de denúncia.
. Protecção: o combate ao tráfico de pessoas passa pela criação de políticas convergentes para a protecção dos direitos das vítimas.


No caso de Portugal, o Código Penal português foi revisto: a definição de tráfico humano foi alargada e as penas contra os traficantes foram intensificadas: “É punido com pena de prisão de três a 12 anos quem oferecer, entregar, aliciar, aceitar, transportar, alojar ou acolher pessoas para fins de exploração sexual, do trabalho ou extracção de órgãos”. Portugal colocou em marcha ainda, em 2007, o seu I Plano Nacional Contra o Tráfico de Seres Humanos, que pretende optimizar as plataformas de apoio às vítimas, testemunhas e terceiros. Recentemente, como havia anteriormente dito, foi inaugurado o CAP que, dentro de um mês, vai acolher seis mulheres vítimas de tráfico humano.


*ESCRITO POR:ANABELA SANTOS

sábado, 5 de julho de 2008

Arbour sublinha falta de progresso contra a discriminação racial (Português para a África)


Alta Comissária da ONU (foto) diz que leis nacionais para eliminar o racismo são inadequadas e insuficientes em muitos países.
Cadija Tissiani, Rádio ONU em Nova York*.


A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Louise Arbour, afirmou que o esforço global para eliminar a discriminação racial não tem avançado como deveria. Ela atribuiu o pouco progresso ao facto dos governos não reconhecerem a existência do fenómeno do racismo.

Em discurso durante a primeira reunião preparatória para a 2ª Conferência Mundial contra o Racismo, Arbour destacou que as leis nacionais para assegurar o fim da discriminação racial são inadequadas e insuficientes em muitos países. Como consequência, os grupos vulneráveis continuam a sofrer agressões e injustiças. Racismo A segunda edição da Conferência Mundial contra o Racismo, marcada para o próximo ano, em Durban, na África do Sul, vai rever os progressos alcançados na implementação da declaração adoptada na Conferência de 2001. A revisão do processo vai ajudar a identificar medidas concretas e iniciativas para combater e eliminar o problema. Segundo Louise Arbour, o evento será uma oportunidade para governos, sociedade civil e Nações Unidas renovarem a sua determinação e empenho na luta contra o racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerância relacionada. O Alta Comissária enfatizou também a necessidade de uma nova dinâmica para eliminar a discriminação racial. Ela acrescentou que a aplicação efectiva dos direitos de igualdade e não discriminação devem ser responsabilidade dos Estados. A ronda de reuniões do Comité Preparatório para a Conferência de 2009 foi aberta na segunda-feira, em Genebra. Apresentação*: João Duarte, Rádio ONU em Nova York.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

YAHOO-PERGUNTAS RESPONDIDAS


A partir de que momento histórico surgiu a raça branca e de onde ?

Pergunto o seguinte: Pela bíblia e livros antigos, não se falava da raça branca ou ariana. Como ela surgiu no cenário mundial e porque são tão evoluidas perante as demais?. Pergunto como ignorante, sem nenhum conceito ou preconceito. Queria saber de onde esse povo surgiu. Pois pelo que sei só se falam deles na idade média.

Melhor resposta - Escolhida pelo autor da pergunta

Vou tentar te responder segundo o que aprendí na faculdade e o que ainda lembro. Sem falar de religião ou conceitos de cor e raça.Segundo se diz, os primeiros hominídeos surgiram na áfrica, em razão do clima quente e com muita luz, teriam a pele escura. Com os processos migratórios para regiões mais frias e com menos incidência solar, gradativamente foi ocorrendo o clareamento da pele, e claro, algumas mudanças genéticas.A questão do cabelo, citado por um colega, foi mais uma adaptação do corpo ao clima quente das regiões equatoriais. O cabelo crespo retém melhor a humidade e ajuda na troca de calor no couro cabeludo, área por onde se perde mais calor.A melanina é a responsável pelo escurecimento da pele, e é produzida como forma de defesa do corpo à luz. Onde há pouca luzsolar direta, o corpo produz menos melanina para a pele.Espero ter ajudado.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Descubra as cinco pedras que revelam alguns de seus pilares fundamentais



DEBATE:É preciso reconhecer que não há só uma cor no mundo, nem tampouco uma só idéia.

CONSENSO OU DISSENSO: Nem sempre a política produz consenso e nem sempre a diferença vira divergência. A vontade da maioria pode conviver com as idéias da minoria. Vermelho e azul às vezes se juntam, dando vida ao roxo, que simboliza aqui o consenso. Mas também podem conservar-se como vermelho e azul.

INFORMAÇÃO:É preciso conhecer as idéias presentes na arena política, para que você saiba qual é a sua cor e a dos outros interessados. Sem informação livre e variada, é impossível saber a favor do que ou contra o que você está lutando.

CONTROLE SOCIAL DO ESTADO:Nesse aspecto, é fundamental para a democracia a fiscalização sobre os agentes e as instituições públicas, exercida por órgãos da própria estrutura do governo, pela sociedade e, especialmente, pela imprensa.

TOLERÂNCIA:É preciso admitir que todos têm direito a suas próprias cores e idéias.

SE LIGA!!!!!!!!!!!



Está escrito em nossa Constituição: somos iguais perante a lei e vivemos numa sociedade pluralista. Mas o que isso significa?

Democracia é algo sempre em construção.
O racismo é crime inafiançável, ou seja, a pessoa que o pratica não pode livrar-se de pena por meio de fiança, de dinheiro. O crime é também imprescritível, isto é, quem o comete não fica livre da responsabilidade depois de um determinado tempo. A pena para quem pratica o racismo é a cadeia. Ricos ou pobres, negros ou brancos, todos são iguais perante a lei.

Democracia pressupõe aceitação das diferenças, e nela há um lugar para as divergências e os conflitos.
Democracia é uma via de mão dupla com direitos e deveres.
Exige liberdade, igualdade e fraternidade, além de direitos sociais, econômicos e políticos, mundialmente reconhecidos graças às conquistas dos movimentos sociais e políticos.
Mas direito e dever são como o dia e a noite: um não existe sem o outro. Uma lei, por exemplo, é feita para todos, e é nosso dever cumpri-la. Preservar o patrimônio público, pagar impostos, nos submetermos a concurso para ocupar cargo público, acatar as decisões da Justiça, respeitar as autoridades, as instituições, o trabalho dos fiscais e dos agentes de segurança, as filas, os sinais de trânsito, os horários de silêncio, são deveres democráticos
.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

RACISMO CONTADO AS CRIANÇAS




..."Reconhecer que os outros não têm a mesma cor da nossa pela é também ser diferente, mas não é ser melhor, mais inteligente ou superior. Tal como ser negro, mulato, amarelo ou vermelho não é ser ladrão ou assassino. É claro que há negros e ciganos maus. Muito maus mesmo. Mas também há muitos brancos que são tudo isto, que têm tanta maldade que são capazes de praticar os actos mais selvagens, mais bárbaros. Portanto, a maldade não é uma questão de raça,de cor da pele. Infelizmente, há homens maus por todo lado, em todos os países, entre todas as raças. Do mesmo modo que, felizmente, a grande maioria das pessoas são gente boa,em todos os países e continentes, em todas as etnias e todas as raças." ...

P.S:livro sobre a autoria de GEORGES JEAN

sexta-feira, 9 de maio de 2008

TESTE A SUA CONSCIÊNCIA




. Se eu pudesse nascer de novo, preferiria nascer branco/negro (a).
sim
não
.Quando entro em um local público e olham para mim, penso que é porque sou negro (a)/branco/a.
sim
não
. Prefiro ir a lugares frequentados por negros/brancos, pois me sinto mais à vontade.
sim
não
. Fico sem graça quando vejo alguém referindo-se a um negro/branco com desprezo.
sim
não
. Quando contam uma piada sobre negros/branco, fico quieto (a).
sim
não
. Os negros/branco só se dão bem na música e no desporto.
sim
não
.As pessoas mais bonitas são as loiras de olhos azuis.
sim
não
. Os negros/branco não sabem aproveitar as chances que têm para melhorar de vida.
sim
não